Raphael Di Tommaso participa do T-Cast sobre inteligência artificial
Nosso sócio Raphael Di Tommaso participou do sétimo episódio do T-Cast, intitulado “Casos Reais de Inteligência Artificial: Acertos, Erros e Desafios”.
Durante a conversa, foram discutidas situações práticas relacionadas ao uso de ferramentas de inteligência artificial, especialmente no ambiente jurídico e empresarial. A inteligência artificial já faz parte da rotina de profissionais e organizações. Sistemas generativos são utilizados para pesquisar informações, estruturar documentos, revisar textos, organizar dados e apoiar análises. A adoção dessas ferramentas, porém, exige atenção ao modo como são utilizadas e aos limites das respostas produzidas. Entre os pontos abordados, Raphael destacou que a IA pode adaptar suas respostas ao contexto da conversa e à forma como as perguntas são apresentadas.
Isso significa que a ferramenta pode reforçar premissas equivocadas, apresentar informações imprecisas ou produzir uma resposta aparentemente convincente sem possuir base suficiente. Um texto bem escrito não representa, necessariamente, uma informação correta. Esse risco ganha relevância no Direito. Uma resposta incorreta pode afetar a interpretação de uma norma, a elaboração de uma estratégia, o conteúdo de um documento ou a orientação transmitida ao cliente. Por isso, o uso responsável da IA depende de revisão humana, conferência das fontes e compreensão da finalidade para a qual a ferramenta está sendo utilizada.
A conversa também tratou da diferença entre utilizar a tecnologia como apoio e transferir a ela decisões que exigem análise profissional. Ferramentas de inteligência artificial podem aumentar a produtividade, organizar atividades e auxiliar na identificação de informações. Elas não substituem, entretanto, o conhecimento técnico, a avaliação do contexto, o julgamento profissional e a responsabilidade pelas decisões tomadas. Na rotina das empresas, o cuidado também envolve os dados inseridos nas plataformas, a confidencialidade das informações, os critérios utilizados na contratação dos fornecedores e a definição de regras internas para o uso da tecnologia. Quando cada integrante da equipe utiliza ferramentas de IA sem orientação, a busca por eficiência pode gerar exposição de informações estratégicas, tratamento inadequado de dados pessoais, erros operacionais e riscos jurídicos.
Casos bem-sucedidos de aplicação da inteligência artificial normalmente partem de um problema real, uma finalidade clara e uma etapa de validação. Os erros, por outro lado, frequentemente decorrem da adoção sem critérios, da confiança automática nas respostas e da ausência de supervisão. A tecnologia pode contribuir para processos mais ágeis e decisões mais bem informadas. Para isso, precisa estar integrada à governança da organização, com limites, responsabilidades e mecanismos de controle definidos. Ao reunir exemplos de acertos, erros e desafios, o episódio apresenta uma visão prática sobre o uso da inteligência artificial no Direito e nas empresas. Mais do que acompanhar a evolução das ferramentas, profissionais e organizações precisam compreender como utilizá-las com segurança, responsabilidade e coerência com suas atividades.
O episódio completo está disponível no canal do T-Cast no YouTube.